PRF tem 15 radares para monitorar quase quatro mil quilĂ´metros


Fonte: O Paraná
Post: Marilene B. Bergamo

Um dos maiores problemas quando se fala em acidentes de trânsito é  o excesso de velocidade nas rodovias. Não são raros os flagrantes em que o limite é ultrapassado. Prova disso são as mais de 98 mil multas pela infração, aplicadas pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) nos nove primeiros meses deste ano.

Mas os números poderiam ser bem maiores caso fossem disponibilizados mais aparelhos de aferição de velocidade, os popularmente conhecidos como radares.

De acordo com um levantamento solicitado pelo O Paraná, as 18 BRs que cruzam o Estado contam apenas com 15 radares entre estáticos, que são medidores de velocidade instalados em veículo parado ou em suporte apropriado; e portáteis, que são direcionados manualmente para o veículo alvo.

O número pode até parecer alto, mas se levarmos em conta que a malha viária da circunscrição da PRF do Paraná é de quase quatro mil quilômetros, cada radar operaria em cerca de 265 quilômetros. Para se ter uma ideia, é a mesma coisa que se houvesse apenas um radar de Cascavel até 20 quilômetros adiante Guarapuava.

Segundo o inspetor de tráfego Fernando Oliveira, responsável pelo setor de comunicação social da PRF, o número de radares está adequado com a estrutura física e de pessoal da instituição no Estado. “Não parece, mas há uma grande estrutura para manter os aparelhos funcionando. É necessária manutenção, aferição, estudos técnicos, estrutura telemática para o envio das imagens, formação de operadores, gerenciamento de falhas em operações, processamento das imagens, notificação de autuação e penalidade, julgamento de recursos, entre outros processos”.

Questionado a respeito da quantidade de aparelhos disponibilizados pelo Governo Federal nas rodovias do Paraná, o inspetor disse que além dos radares da PRF, o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) possui diversos radares fixos instalados nas rodovias federais. “Falar em número ideal é bastante controverso, pois poderíamos voltar toda estrutura para fiscalizar a velocidade. Mas, quem iria trabalhar no policiamento e na fiscalização das demais infrações?”.

AÍLTON SANTOS / ARQUIVO

Polícia Rodoviária Federal fiscaliza 18 BRs em todo Estado

Cascavel tem dois aparelhos

 

Em Cascavel, em um trecho que compreende 956,5 quilômetros, são apenas dois aparelhos estáticos, sendo que um deles pode ser usado também como portátil. Segundo o inspetor de tráfego da PRF da Delegacia de Cascavel, Félix Ribeiro, é feito rodízio para fiscalizar todo o trecho. “Damos ênfase aos pontos mais críticos, com maior incidência de acidentes e perímetros urbanos, onde há maior movimentação de pessoas e veículos”.

Conforme Félix, apesar da pouca quantidade de aparelhos, a equipe tem obtido bons resultados em relação a redução de acidentes“A BR-467 é um exemplo disso. No primeiro semestre deste ano, quando não fiscalizávamos esta rodovia com radar, foram seis pessoas mortas por acidentes de trânsito e depois de julho, que implementamos a fiscalização com radar, tivemos apenas uma morte e ainda não teve relação com excesso de velocidade”.

Outra rodovia fiscalizada pela PRF de Cascavel, a BR-272, na região de Campo Mourão, é outro exemplo citado por Félix. “No primeiro semestre houve 22 pessoas mortas por acidentes de trânsito e a partir de julho que também intensificamos a fiscalização com radar naquela rodovia, tivemos apenas uma pessoa morta naquele trecho”.

Quanto a quantidade de equipamentos e se é suficiente, o inspetor diz que eles atendem a demanda. “Procuramos otimizar o uso dos radares, até porque ele não é estático e não funciona sozinho, precisa de um PRF para operá-lo e com isso temos que disponibilizar este policial”.




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