APP Sindicato sugere reposição com seis aulas por dia, em vez de cinco


Diretoras da APP-Sindicato se reuniram com a nova superintendente de Educação do Estado, Fabiana Campos. A reunião foi para discussão do calendário escolar e sobre o envio dos Relatórios Mensais de Frequência, os RMFs. O primeiro debate foi sobre o calendário escolar. A APP defendeu um calendário único, com as adequações necessárias para cada escola. Em síntese, a proposta da entidade é de cumprimento de 800 horas em 2015, para atender o efetivo calendário. Isto significa a possibilidade de seis aulas de 45 minutos/dia, para os turnos da manhã e tarde. E, para o período noturno, quatro aulas de 45 e duas de 40 minutos.

Já a Secetaria de Estado da Educação defende que cada escola faça seu calendário conforme o tempo de greve em cada uma. Isso levaria a pelo menos três calendários diferenciados, com escolas que concluiriam o ano letivo em dezembro deste ano, e outras entre fevereiro e março de 2016. A secretaria também já criticava a possibilidade de implantar aulas de menso de 50 minutos.

Além disso, para que o calendário seja concluído, em 2015, será necessário trabalhar todo o recesso de julho e além de 12 sábados. Também foi apresentada a possibilidade do cumprimento de 54 horas, no período noturno, com projetos de complementação de carga horária, em substituição aos sábados. De acordo com a secretária de Finanças da APP, professora Marlei, a APP argumentou que encerrar o ano letivo em fevereiro de 2016 acarretará prejuízos pedagógicos.

“A superintendente de Educação disse que levará o tema para o debate com a secretária Ana Seres e, então, retomará o debate com o sindicato”, informou. “Todas as demais adequações serão feitas conforme a realidade de cada escola. A única preocupação da Seed explicitada, na reunião, pela superintendente, foi com os 12 sábados, em virtude dos valores do transporte escolar”, explicou Marlei.

Aulas — A rede estadual de ensino deve retomar, hoje, 100% das atividades depois da greve dos professores e servidores que ficaram 49 dias parados. Ontem, algumas escolas já conseguiram voltar com as aulas.




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